domingo, 31 de julho de 2011

Me Declaro Vivo!

Poema escrito pelo índio ”Chamalú” da tribo Quéchua.

Este texto aplica-se a qualquer campo de reflexão, de qualquer cultura, crença ou religião.

Encantador e atual, nos desperta para a essência do verdadeiro, da harmonia e da importância do ser.

Luis Ernesto Espinoza – “Chamalú” é seu nome espiritual – nasceu na Bolívia e é considerado educador e terapeuta da alma.



Saboreio cada momento.

Antigamente me preocupava

quando os outros falavam mal de mim.

Então fazia o que os outros queriam,

e a minha consciência me censurava.

Entretanto, apesar do meu esforço

para ser bem educado,

alguém sempre me difamava.

¡Como agradeço a essas pessoas,

que me ensinaram que a

vida é apenas um cenário!

Desse momento em diante,

atrevo-me a ser como sou.

A árvore anciã me ensinou

que somos todos iguais.

Sou guerreiro:

a minha espada é o amor,

o meu escudo é o humor,

o meu espaço é a coerência,

o meu texto é a liberdade.

Perdoem-me,

se a minha felicidade é insuportável,

mas não escolhi o bom senso comum.

Prefiro a imaginação dos indios,

que tem embutida a inocência.

É possível que tenhamos que ser apenas humanos.

Sem Amor nada tem sentido,

sem Amor estamos perdidos,

sem Amor corremos de novo o risco de estarmos

caminhando de costas para a luz.

Por esta razão é muito importante

que apenas o Amor

inspire as nossas ações.

Anseio que descubras

a mensagem por detrás das palavras;

não sou um sábio,

sou apenas um ser apaixonado pela vida.

A melhor forma de despertar

é deixando de questionar se nossas ações

incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.

A chegada não importa,

o caminho e a meta são a mesma coisa.

Não precisamos correr para algum lugar,

apenas dar cada passo com plena consciência.

Quando somos maiores que aquilo que fazemos,

nada pode nos desequilibrar.

Porém, quando permitimos

que as coisas sejam maiores do que nós,

o nosso desequilíbrio está garantido.

É possível que sejemos apenas água fluindo;

o caminho terá que ser feito por nós.

Porém, não permitas que o leito escravize o rio,

ou então, em vez de um caminho, terás um cárcere.

Amo a minha loucura

que me vacina contra a estupidez.

Amo o amor que me imuniza

contra a infelicidade que prolifera,

infectando almas e atrofiando corações.

As pessoas estão tão acostumadas

com a infelicidade,

que a sensação de felicidade

lhes parece estranha.

As pessoas estão tão reprimidas,

que a ternura espontânea as incomoda,

e o amor lhes inspira desconfiança.

A vida é um cântico à beleza,

uma chamada à transparência.

Peço-lhes perdão, mas….

DECLARO-ME VIVO!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Você é Ser Humano ou Elefante?

Estes dias fui a praia com meu marido, e como sempre, a praia e' um lugar onde consigo relaxar e pensar muito. Estive lembrando de uma fábula que ouvi ja faz muito tempo e resolvi dividí-las com voces.

Você já observou um elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia arrancá-la do solo com facilidade e fugir. E por que o elefante não foge? Perguntei a um adestrador e ele me explicou que o elefante não escapa porque está adestrado.

Quando a escutei pela primeira vez me fiz então a pergunta óbvia: "Então, por que o prendem?" Não houve resposta! Há alguns anos descobri que, para minha sorte, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno.

Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar, e, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele; o elefantinho tentava, tentava e nada...

Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo. Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode e jamais volta a colocar à prova sua força.

Moral da História: Isso muitas vezes acontece conosco! Vivemos acreditando em um montão de coisas "que não podemos ter", "que não podemos ser", “que não vamos conseguir", simplesmente porque quando éramos crianças e inexperientes algo não deu certo ou ouvimos tantos "nãos" que a corrente da estaca ficou gravada na nossa memória com tanta força que aceitamos o “sempre foi assim”.

De vez em quando sentimos as correntes e confirmamos o estigma: "não posso", "é muita terra para o meu caminhãozinho", "nunca poderei", "é muito grande pra mim"! A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras e não ter receio de arrebentar as correntes!

As vezes, as correntes que nos impedem sao mais mentais do que físicas.
Pense, pois muitas vezes amarram você em NADA, e você acredita!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ENCERRANDO CICLOS

FERNANDO PESSOA

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão