Ponte sobre aguas turbulentas: linda voz, linda musica, linda letra.
Divido com voce, para curtirmos juntas!!
Este é um espaco, que finalmente criei coragem de comecar a construir para poder expressar e dividir meu conhecimento, minhas buscas, meus achados na jornada pelo crescimento emocional e espiritual. Faco minhas as palavras de um blog do qual sou fã: "Não sou tão careta quanto pareço. Nem tão culta. Não acredite em nada do que eu escrever. Acredite em você mesmo e no seu coração."
sexta-feira, 17 de junho de 2011
A JANELA DOS OUTROS...
(Martha Medeiros)
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais.
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.
Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney.
E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança.
Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho.
Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo.
Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar.
Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.
E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.
É o triunfo da dúvida.
Vale a pena pensar nisso!!!!!!!
(Martha Medeiros)
Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os Desafios da Terapia, em que ele discute alguns relacionamentos padrões entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais.
Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem.
Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney.
E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra.
Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista.
E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.
Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.
A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança.
Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias.
Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade.
Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.
Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho.
Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo.
Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar.
Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios.
E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise.
É o triunfo da dúvida.
Vale a pena pensar nisso!!!!!!!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A BONDADE É A DELICADEZA DAS ALMAS GROSSEIRAS
É muito comum pessoas boas em exagero.
Pessoas que estão sempre prontas a resolver os problemas do mundo.
Mesmo não sendo solicitadas, interferem muitas vezes no carma do outro pela insistência em resolver os problemas alheios.
As pessoas fazem escolhas e precisamos respeitá-las.
Tudo que é exagerado está desequilibrado!
Ninguém faz nada sem querer algo em troca, isso é um fato que deve ser observado.
Observe a sua vida! O quanto você deve estar precisando de ajuda.
Observe por exemplo que a pessoa que você mais se dedica em ajudar é a que normalmente se volta contra você.
Provavelmente porque quando ajudamos em demasia, esquecemos de nós mesmos, é assim que funciona.
Você dedica seu tempo, sua energia, carinho, atenção, ouve, enfim…
Por trás dessa bondade pode existir uma compulsão em ser amado e aceito.
Não podemos simplesmente interferir nas escolhas do outro, podemos e devemos ajudar o próximo, mas, com equilíbrio e sem pegar o problema para nós, sem nos envolvermos a ponto de nos prejudicarmos.
Podemos estar projetando no outro questões nossas que não temos coragem de ver e resolver. Essa necessidade de salvar o outro provavelmente deve estar ligada a necessidade de nos salvar, de dores antigas, mágoas, questões que nos identificamos e dessa forma surge o impulso em ajudar.
Damos ao outro tudo aquilo que a nossa criança interna gostaria de receber.
Agimos com as pessoas acreditando que elas sejam iguais umas as outras e principalmente a nós mesmos.
Cada ser humano enxerga a vida com uma lente própria, decorrente da historinha de vida de cada um. Nem sempre o que consideramos bom e correto para nós obrigatoriamente seja bom e correto para o outro.
A questão amizade e lealdade, por exemplo, é muito diferente para cada indivíduo. Há quem releve com facilidade as falhas do outro como há quem tenha muita dificuldade em perdoar.
Altruísmo não nasce do homem para o homem, nasce de Deus para o homem.
Aquele que se considera uma pessoa boa por si só, vai sempre ter dificuldades para perdoar e entender que a verdadeira bondade, a bondade pura, vem acompanhada de humildade e sabedoria de que não fazemos nada por ninguém sem que a vontade de Deus esteja agindo através de nós.
Renunciar o que chamamos a bondade do nosso Ego e aceitarmos que tudo é obra e vontade de Deus é o caminho verdadeiro para o altruísmo.
Silvana Nunes
É muito comum pessoas boas em exagero.
Pessoas que estão sempre prontas a resolver os problemas do mundo.
Mesmo não sendo solicitadas, interferem muitas vezes no carma do outro pela insistência em resolver os problemas alheios.
As pessoas fazem escolhas e precisamos respeitá-las.
Tudo que é exagerado está desequilibrado!
Ninguém faz nada sem querer algo em troca, isso é um fato que deve ser observado.
Observe a sua vida! O quanto você deve estar precisando de ajuda.
Observe por exemplo que a pessoa que você mais se dedica em ajudar é a que normalmente se volta contra você.
Provavelmente porque quando ajudamos em demasia, esquecemos de nós mesmos, é assim que funciona.
Você dedica seu tempo, sua energia, carinho, atenção, ouve, enfim…
Por trás dessa bondade pode existir uma compulsão em ser amado e aceito.
Não podemos simplesmente interferir nas escolhas do outro, podemos e devemos ajudar o próximo, mas, com equilíbrio e sem pegar o problema para nós, sem nos envolvermos a ponto de nos prejudicarmos.
Podemos estar projetando no outro questões nossas que não temos coragem de ver e resolver. Essa necessidade de salvar o outro provavelmente deve estar ligada a necessidade de nos salvar, de dores antigas, mágoas, questões que nos identificamos e dessa forma surge o impulso em ajudar.
Damos ao outro tudo aquilo que a nossa criança interna gostaria de receber.
Agimos com as pessoas acreditando que elas sejam iguais umas as outras e principalmente a nós mesmos.
Cada ser humano enxerga a vida com uma lente própria, decorrente da historinha de vida de cada um. Nem sempre o que consideramos bom e correto para nós obrigatoriamente seja bom e correto para o outro.
A questão amizade e lealdade, por exemplo, é muito diferente para cada indivíduo. Há quem releve com facilidade as falhas do outro como há quem tenha muita dificuldade em perdoar.
Altruísmo não nasce do homem para o homem, nasce de Deus para o homem.
Aquele que se considera uma pessoa boa por si só, vai sempre ter dificuldades para perdoar e entender que a verdadeira bondade, a bondade pura, vem acompanhada de humildade e sabedoria de que não fazemos nada por ninguém sem que a vontade de Deus esteja agindo através de nós.
Renunciar o que chamamos a bondade do nosso Ego e aceitarmos que tudo é obra e vontade de Deus é o caminho verdadeiro para o altruísmo.
Silvana Nunes
Assinar:
Postagens (Atom)