domingo, 18 de dezembro de 2011

O ESPÍRITO DO NATAL


Deixa eu ver se o espírito do Natal já está

na sua casa.

Não, não quero ver a árvore iluminada na sala,

nem quero saber quanto você já gastou

em presentes.

Quero, sim, sentir no ambiente a mensagem

viva do aniversariante deste dezembro mágico:

toda a família está unida? O perdão já eliminou

aquelas desavenças que ocorrem no calor das

nossas vidas?

"Não quero ver a sua despensa cheia, quero

saber se você conseguiu doar alguma coisa

do que lhe sobra, para quem tem tão pouco,

às vezes nada.

"Não exiba os presentes que você já comprou,

mesmo com sacrifício; quero ver aí dentro de

você a preocupação com aqueles que esperam

tão pouco, uma visita, um telefonema, uma carta,

um e-mail...

"Quero ver o espírito do Natal entre pais que

descobrem tempo para os filhos, em amigos

que se reencontram e podem parar para conversar,

no respeito do celular desligado no teatro,

na gentileza de quem oferece o banco para

o mais idoso, na paciência com os doentes,

na mão que apóia o deficiente
visual na travessia das ruas, no ombro amigo

que se oferece para quem anda meio triste, perdido.

"Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora

por cuidados tão simples, como
não jogar o papel no chão, nem o lixo

nos rios.

Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas,

no convite ao consumo, mas no enfeite que

a bondade faz no rosto das pessoas generosas.

Por fim, mostre-me que o espírito do Natal

entrou definitivamente na sua vida,

através do abraço fraterno, da oração sentida,

do prazer de andar sem drogas e sem bebidas,

do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e,

de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer

outras pessoas também felizes.

"Deixe o Natal invadir a sua alma, entre

os perfumes da cozinha que vai se encher

de comidas deliciosas, no cheiro da roupa

nova que todos vão exibir, abrace-se à sua

família e façam alguns minutos de silêncio,

que será como uma oração do coração,

que vai subir aos céus, e retornar com

um presente eterno, duradouro:

o suave perfume de Jesus, perfume de paz,

amor, harmonia e a eterna esperança de

que um dia todos os dias serão como

os dias de Natal.

Feliz Natal para você e para os seus!

desconheço a autoria

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O Ilustre Personagem


Seu aniversário é comemorado por quase todo o mundo. Em torno dEle, da Sua figura, as pessoas se reúnem e até discutem.
Discutem a respeito da Sua existência, do que fez, do que disse. Ele não escreveu nada, além de algumas palavras na areia, quando Lhe trouxeram uma mulher para ser julgada.
Contudo, a respeito dEle se escreveram milhares de obras. Sua fama correu o mundo. Sem dispor de títulos honoríficos ou diplomas universitários, o que disse constitui sabedoria e os que pautam a sua vida nas palavras dEle, encontram felicidade.
Escolheu colaboradores a dedo, entre pessoas simples, mas de boa formação e a eles chamou amigos, cultivando a amizade.
A Sua vida pública foi curta, quase três anos, mas muito polêmica. Ele falou a respeito de tudo, dizendo o que era certo, alertando para os erros, convidando as pessoas a pensarem a respeito do que viam, ouviam, não se permitindo simplesmente serem conduzidas como cegos sem direção.
A Sua tônica era o bom senso. Dócil, sabia utilizar a energia quando se fazia necessário. Amorável, distribuía amor aos que O buscavam.
Sempre esteve com o povo, ao lado do povo e Seu verbo era especial para cada um.
A pescadores, sabia falar de peixes e redes. Aos pastores, discursava sobre ovelhas, redil e a qualidade de bom pastor. Com as mulheres do povo, falava a respeito do fermento que leveda a massa, da preocupação que deveriam ter com seus filhos, com seu futuro.
A todos convidava a agir no bem, como receita de felicidade. Ensinava desprendimento, lecionando que a casa do Pai é de todos os filhos. E a casa do Pai é imensa. É o Universo.
Abraçou crianças e as tomou em Seu regaço. Deteve-Se a falar a um moço bom que se sentia insatisfeito e buscava algo mais para sua vida. Convidou-o a segui-lO.
Esclareceu o Doutor da lei que O procurou na calada da noite, para dissipar suas dúvidas e descerrou a ele e ao futuro, a revelação da vida que nunca morre, que se repete em tantas oportunidades até que o Espírito alcance a perfeição.
Comparou-Se ao pastor que conhece as Suas ovelhas e as protege. Comparou-Se ao amigo que dá a sua pela vida dos seus amigos. Aceitou para Si somente o título de Mestre.
Não permitiu que O chamassem bom, pois esta denominação é exclusiva do Pai, o Senhor do Universo.
Sempre respeitou as leis dos homens, mesmo que pudessem parecer tolas ou injustas. Pagou imposto no templo, exigência dos sacerdotes do Seu tempo.
Exortou para que se pagasse o imposto a César, exigência do mundo das coisas transitórias.
Sensível, entendeu a dor da viúva da cidade de Naim e porque descobrisse que o filho era portador de letargia, o convidou ao retorno à vida.
Em casa de Jairo, tocou-Lhe a filha que parecia morta e a devolveu ao regaço dos pais.
A Sua trajetória foi toda de luz. Nada exigia para Si, embora fosse a luz do mundo.
Dizia não ter de Seu sequer uma pedra para repousar a cabeça. Confiante, ensinava que o Pai Celeste que atendia as pequeninas aves, que não semeavam e nem colhiam, igualmente atenderia às necessidades de todos os Seus filhos.
Esteta, soube declamar poemas sobre a beleza da paisagem, enquanto ensinava que o homem é muito mais do que a erva do campo, que hoje é e amanhã é lançada ao fogo.
Que Deus, o Pai de amor, vestia os lírios do campo e assim também providenciaria o necessário para os Seus filhos, mais valiosos que as flores que emurchessem.
Ensinou que ninguém temesse a morte, porque todos são imortais e realizou a passagem desta para a vida espiritual, em oração: Pai, em Tuas mãos entrego Meu Espírito.
Retornou, glorioso, atestando a Imortalidade e, mostrando-Se aos Seus, permitiu que ouvissem Sua doce voz, outra vez a falar de paz e a afirmar: Tende bom ânimo. Eu venci o mundo.
Seu nome é Jesus. O filho de José e Maria. O filho de Deus, nosso Irmão e Mestre.
R M E.
Em 14.12.2011.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Por dentro do cérebro


Dr Paulo Niemeyer Filho / Neurocirurgião
Parte da entrevista da revista PODER, ao neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho,
abaixo, quando lhe foi perguntado:

O que fazer para melhorar o cérebro ?
Resposta:

Vc. tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer
exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que
acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são
por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor,
você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma
coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

PN: Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte
cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá
para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

PN: Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou
dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50%
quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem,
30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia.
Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup,
antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%.
É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?

PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média
era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de
ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em
casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

PN: O exagero.
Na bebida, nas drogas, na comida.
O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende
da outra.
É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado,
e vice-versa.

PODER: Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?

PN: Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa,
mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento
cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter,
colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na
célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai
matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai
precisar abrir a cabeça.

PODER: Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?

PN: Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos.
As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera.
Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde,
de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha.

PODER: Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente
diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?

PN: O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades.
Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm
de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de
entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do
mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.

Você acredita em Deus?

PN: Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela
adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz:

"Ele está salvo".

Aí, a família olha pra você e diz:

"Graças a Deus!".

Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.