domingo, 15 de julho de 2012


Fazer Aniversário

Quando a gente vê, passou. Os anos, os aniversários, os natais, tudo. Tudo tem passado muito depressa. Ontem foi meu aniversário e eu nem tive tempo de esperar por isso. Não fiz contagem regressiva, não escolhi presente, não planejei o que iria fazer, onde comer, nada. Não imaginava como seria o dia do meu aniversário. Pra completar, acabamos de nos mudar para um novo pais ha uma semana. Estamos ainda em hotel. E eu alem de cansada ando um tanto confusa, com um turbilhão de sentimentos dentro de mim para ser administrados.
Mas a moral do aniversário não é essa. Claro que deve ser um dia especial, que é preciso se dar algo de presente. Mas é preciso avaliar. Acho que essa é a palavra: avaliação. Eu até que gosto de fazer aniversário, mas é bem mais ou menos. 
Sempre sinto uma certa tristeza nostálgica, uma vontade de chorar.
E' sobre a avaliação mesmo. Fazer aniversário é dar-se conta de que já não somos mais quem fomos um dia. Crescemos. O tempo voou. Tudo esta tao diferente.
 Fazer aniversário é enxergar mudança. É planejar futuro. É ganhar presente também, mas é mais, é trazer pra perto quem a gente ama, é ver quantas pessoas sorriem ao nosso lado, é ter certeza de quem se quer perto.
Ano passado eu era uma outra pessoa. 
Quem vai fazer aniversário esse ano já não é mais a mesma pessoa. Minha situação e minha vida hoje estão completamente diferente do ano passado.
É preciso criar, sempre e de forma contínua. Senão, o term da vida passa e nos deixa parados na estacão.
Essa semana eu pensava nisso. Em como o tempo passa e em como a gente muda. No quanto não esperei por esse aniversário que tá aí, no quanto era diferente neste mesmo dia no ano passado.
No meu aniversário quero poder comemorar minhas conquistas, minha família, meus amigos, minha vida, minhas escolhas, meus erros, meus defeitos, minhas qualidades, meu novo começo de vida, minhas loucuras e meus medos. Nesse ano desejo conviver com cada uma dessas coisas, como se elas fizessem parte de quem sou, respeitando-as e afastando-me do que não me faz bem. Sim, esse ano desejo me afastar: dos meus acessos de raiva, da minha falta de paciência, do que não me faz sentir bem, do que não me faz sentir inteira, do que não me acrescenta em nada, do que não muda a minha vida, do que me causa úlcera, do meu estresse, dos ‘quase’ que nunca acontecem.
Desejo comemorar muita paz para mim mesma. E desejo precisar cada vez mais dela.
E sendo assim, se tudo der certo, Feliz aniversário pra mim! E um ano cheio de realizações!

sábado, 7 de julho de 2012

AMOR, PERDAS, PARTIDAS E SAUDADE...


“Falar em perdas é falar em solidão, tristeza, desesperança, medo.”
Quando digo perdas, não estou me referindo apenas aos que morrem,
 mas a todos que, de alguma forma, nos deixam prematuramente, antes
 que estejamos preparados.
Um amigo que se muda para longe, um namoro interrompido abruptamente
 e até mesmo um ente querido que se vai, sempre provoca em nós uma
sensação de vazio.
E por que isso? Porque sofremos tanto mesmo sabendo que estas perdas
 ou partidas inesperadas são inerentes à vida e que, portanto,
 não podemos controlá-las?
Não saberia responder com precisão as perguntas acima, mas, o que me parece
 mais coerente é que nunca estaremos prontos para nos acostumarmos com a falta
 dos que amamos. Por mais que saibamos que a qualquer instante eles nos faltarão,
 temos sempre a predisposição em acreditarmos que quem nos ama nunca nos trairia,
nos privando de seu afeto, carinho e amor.
Ledo engano.
São justamente aqueles que amamos que mais nos machucam com suas partidas inesperadas.
Vão-se sem aviso prévio e nos levam a felicidade, a fé na vida, o equilíbrio.
O que fazer então? Não amarmos? Não nos permitirmos gostar de alguém pelo
 simples fato de que seremos, mais cedo ou mais tarde, deixados para trás na vida,
 entregues às nossas angústias e remorsos por não termos dito tudo ou feito
 o suficiente por eles?
Creio que não.
Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos que somos
 queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por covardia.
Um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo ou afeto de uma relação a dois
 deve sempre se sobrepujar ao medo da perda.
Porque ela é inevitável; o sentimento, não. Deve ser exercitado todos os
 dias de nossas breves vidas.
Ele é o que nos move, nos dá o chão para que possamos caminhar pela vida
 com a certeza de que, haja o que houver, teremos sempre alguém com quem contar,
 que nos apoiará mesmo nos momentos em que não tenhamos razão.
Esta, deve ser a maior lição deixada pelos que partem sem nos avisar.
 Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a
 intensidade proporcional à brevidade de uma vida.
Porque, quando nos faltarem, saberemos que amamos e fomos amados,
 que demos e recebemos todo o carinho esperado, que construímos um
 sentimento que nenhuma perda poderá apagar. Este sentimento transcende
 o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico.
Torna-se parte de nós, impregnado em nossa alma, nos confortando nos
 dias difíceis, sendo cúmplice de nossas vitórias pessoais, norteando nossa
 conduta, nos fazendo sentir eternamente amados.
Que me perdoem os físicos, mas, neste caso, acredito sim que dois corpo
s podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
Basta que permitamos sentir a presença dos que amamos dentro de nós,
como se fossem parte de nossa alma. Só assim seremos inteiros.

“Aqueles que amamos nunca morrem,
apenas partem antes de nós".

desconheco a autoria

segunda-feira, 25 de junho de 2012

No me Llames Estrangero


A versão original em espanhol:
NO ME LLAMES EXTRANJERO

No me llames extranjero, por que haya nacido lejos,
O por que tenga otro nombre la tierra de donde vengo
No me llames extranjero, por que fue distinto el seno
O por que acunó mi infancia otro idioma de los cuentos,
No me llames extranjero si en el amor de una madre,
Tuvimos la misma luz en el canto y en el beso,
Con que nos sueñan iguales las madres contra su pecho.

No me llames extranjero, ni pienses de donde vengo,
Mejor saber donde vamos, adonde nos lleva el tiempo,
No me llames extranjero, por que tu pan y tu fuego,
Calman mi hambre y frío, y me cobije tu techo,
No me llames extranjero tu trigo es como mi trigo
Tu mano como la mía, tu fuego como mi fuego,
Y el hambre no avisa nunca, vive cambiando de dueño.

Y me llamas extranjero por que me trajo un camino,
Por que nací en otro pueblo, por que conozco otros mares,
Y zarpé un día de otro puerto, si siempre quedan iguales en el
Adiós los pañuelos, y las pupilas borrosas de los que dejamos
Lejos, los amigos que nos nombran y son iguales los besos
Y el amor de la que sueña con el día del regreso.

No me llames extranjero, traemos el mismo grito,
El mismo cansancio viejo que viene arrastrando el hombre
Desde el fondo de los tiempos, cuando no existían fronteras,
Antes que vinieran ellos, los que dividen y matan,
Los que roban los que mienten los que venden nuestros sueños,
Los que inventaron un día, esta palabra, extranjero.

No me llames extranjero que es una palabra triste,
Que es una palabra helada huele a olvido y a destierro,
No me llames extranjero mira tu niño y el mío
Como corren de la mano hasta el final del sendero,
No me llames extranjero ellos no saben de idiomas
De límites ni banderas, míralos se van al cielo
Por una risa paloma que los reúne en el vuelo.

No me llames extranjero piensa en tu hermano y el mío
El cuerpo lleno de balas besando de muerte el suelo,
Ellos no eran extranjeros se conocían de siempre
Por la libertad eterna e igual de libres murieron
No me llames extranjero, mírame bien a los ojos,
Mucho más allá del odio, del egoísmo y el miedo,
Y verás que soy un hombre, no puedo ser extranjero.