terça-feira, 17 de julho de 2012


MORRER É PRECISO
 
  A MORTE DE CADA DIA

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em Marketing, dizia mais ou menos o seguinte:

"Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.
É a fronteira entre o passado e o futuro. "
 
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento, então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.

Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.

E, qual o risco de não agirmos assim?

O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.

Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.

Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam.

Acabam se transformando em projetos acabados, híbridos, adultos "infantilizados".

Precisamos manter as virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como:
brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc.

Então, o que você precisa matar em si ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser ?

Pense nisso e morra!
Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!
 
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem". Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis." (Fernando Pessoa)

domingo, 15 de julho de 2012


Fazer Aniversário

Quando a gente vê, passou. Os anos, os aniversários, os natais, tudo. Tudo tem passado muito depressa. Ontem foi meu aniversário e eu nem tive tempo de esperar por isso. Não fiz contagem regressiva, não escolhi presente, não planejei o que iria fazer, onde comer, nada. Não imaginava como seria o dia do meu aniversário. Pra completar, acabamos de nos mudar para um novo pais ha uma semana. Estamos ainda em hotel. E eu alem de cansada ando um tanto confusa, com um turbilhão de sentimentos dentro de mim para ser administrados.
Mas a moral do aniversário não é essa. Claro que deve ser um dia especial, que é preciso se dar algo de presente. Mas é preciso avaliar. Acho que essa é a palavra: avaliação. Eu até que gosto de fazer aniversário, mas é bem mais ou menos. 
Sempre sinto uma certa tristeza nostálgica, uma vontade de chorar.
E' sobre a avaliação mesmo. Fazer aniversário é dar-se conta de que já não somos mais quem fomos um dia. Crescemos. O tempo voou. Tudo esta tao diferente.
 Fazer aniversário é enxergar mudança. É planejar futuro. É ganhar presente também, mas é mais, é trazer pra perto quem a gente ama, é ver quantas pessoas sorriem ao nosso lado, é ter certeza de quem se quer perto.
Ano passado eu era uma outra pessoa. 
Quem vai fazer aniversário esse ano já não é mais a mesma pessoa. Minha situação e minha vida hoje estão completamente diferente do ano passado.
É preciso criar, sempre e de forma contínua. Senão, o term da vida passa e nos deixa parados na estacão.
Essa semana eu pensava nisso. Em como o tempo passa e em como a gente muda. No quanto não esperei por esse aniversário que tá aí, no quanto era diferente neste mesmo dia no ano passado.
No meu aniversário quero poder comemorar minhas conquistas, minha família, meus amigos, minha vida, minhas escolhas, meus erros, meus defeitos, minhas qualidades, meu novo começo de vida, minhas loucuras e meus medos. Nesse ano desejo conviver com cada uma dessas coisas, como se elas fizessem parte de quem sou, respeitando-as e afastando-me do que não me faz bem. Sim, esse ano desejo me afastar: dos meus acessos de raiva, da minha falta de paciência, do que não me faz sentir bem, do que não me faz sentir inteira, do que não me acrescenta em nada, do que não muda a minha vida, do que me causa úlcera, do meu estresse, dos ‘quase’ que nunca acontecem.
Desejo comemorar muita paz para mim mesma. E desejo precisar cada vez mais dela.
E sendo assim, se tudo der certo, Feliz aniversário pra mim! E um ano cheio de realizações!

sábado, 7 de julho de 2012

AMOR, PERDAS, PARTIDAS E SAUDADE...


“Falar em perdas é falar em solidão, tristeza, desesperança, medo.”
Quando digo perdas, não estou me referindo apenas aos que morrem,
 mas a todos que, de alguma forma, nos deixam prematuramente, antes
 que estejamos preparados.
Um amigo que se muda para longe, um namoro interrompido abruptamente
 e até mesmo um ente querido que se vai, sempre provoca em nós uma
sensação de vazio.
E por que isso? Porque sofremos tanto mesmo sabendo que estas perdas
 ou partidas inesperadas são inerentes à vida e que, portanto,
 não podemos controlá-las?
Não saberia responder com precisão as perguntas acima, mas, o que me parece
 mais coerente é que nunca estaremos prontos para nos acostumarmos com a falta
 dos que amamos. Por mais que saibamos que a qualquer instante eles nos faltarão,
 temos sempre a predisposição em acreditarmos que quem nos ama nunca nos trairia,
nos privando de seu afeto, carinho e amor.
Ledo engano.
São justamente aqueles que amamos que mais nos machucam com suas partidas inesperadas.
Vão-se sem aviso prévio e nos levam a felicidade, a fé na vida, o equilíbrio.
O que fazer então? Não amarmos? Não nos permitirmos gostar de alguém pelo
 simples fato de que seremos, mais cedo ou mais tarde, deixados para trás na vida,
 entregues às nossas angústias e remorsos por não termos dito tudo ou feito
 o suficiente por eles?
Creio que não.
Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos que somos
 queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por covardia.
Um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo ou afeto de uma relação a dois
 deve sempre se sobrepujar ao medo da perda.
Porque ela é inevitável; o sentimento, não. Deve ser exercitado todos os
 dias de nossas breves vidas.
Ele é o que nos move, nos dá o chão para que possamos caminhar pela vida
 com a certeza de que, haja o que houver, teremos sempre alguém com quem contar,
 que nos apoiará mesmo nos momentos em que não tenhamos razão.
Esta, deve ser a maior lição deixada pelos que partem sem nos avisar.
 Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a
 intensidade proporcional à brevidade de uma vida.
Porque, quando nos faltarem, saberemos que amamos e fomos amados,
 que demos e recebemos todo o carinho esperado, que construímos um
 sentimento que nenhuma perda poderá apagar. Este sentimento transcende
 o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico.
Torna-se parte de nós, impregnado em nossa alma, nos confortando nos
 dias difíceis, sendo cúmplice de nossas vitórias pessoais, norteando nossa
 conduta, nos fazendo sentir eternamente amados.
Que me perdoem os físicos, mas, neste caso, acredito sim que dois corpo
s podem ocupar o mesmo lugar no espaço.
Basta que permitamos sentir a presença dos que amamos dentro de nós,
como se fossem parte de nossa alma. Só assim seremos inteiros.

“Aqueles que amamos nunca morrem,
apenas partem antes de nós".

desconheco a autoria